FEVEREIRO PRATICAMENTE ELIMINA VALORIZAÇÃO DO ARROZ EM JANEIRO |
|
|
Bastaram três semanas de fevereiro para praticamente anular a alta de 9,79% dos preços do arroz no mês de janeiro, segundo o indicador Cepea/Esalq – Bolsa Brasileira de Mercadorias (BVMF). A queda em fevereiro alcançou até este domingo 9,18%. E a tendência é que esta queda se mantenha ao longo da semana. Basicamente as safras no Rio Grande do Sul e, bem mais adiantada em Santa Catarina, no Uruguai e na Argentina, já afetam o mercado. Os analistas afirmam que a oferta aumentou e que a indústria sente-se tranqüila com relação ao abastecimento, pois tem produto suficiente para atender à demanda até abril. As importações crescentes também preocupam. Neste cenário, a semana passada fechou com cotação média de 29,70 para a saca de arroz de 50 quilos, colocada na indústria, em queda de 9,18% no mês segundo o indicador Cepea/Esalq – BMVF. Em dólar, a saca de arroz desvalorizou 5,16% no mês, avaliada na última sexta-feira (19/2) a US$ 16,45. A variação cambial também interferiu. A média da semana ficou em R$ 29,88 para a saca de arroz de 50 quilos (58x10), uma retração de 1,94%. Na semana, além da queda dos preços, estourou como uma bomba uma nova tabela de classificação das indústrias de Camaquã e Pelotas. Segundo os produtores, as empresas não só rebaixaram as cotações do arroz 58x10 (passando a exigir como padrão de referência o produto 60x8), como alteraram as taxas de umidade e impurezas, em regras que poderão gerar perdas – ou transferência de renda do produtor para a indústria – entre 5% e 8%, dependendo do caso. Isso vale para arroz seco, o que levantou a suspeita da indústria também estar forçando depósito de arroz recém colhido, ampliando os estoques, em razão da safra menor. O tema será debatido em reunião da Câmara Setorial do Arroz, sexta-feira próxima, durante a 20ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, no Parque do Sindicato Rural de Camaquã. O evento é promovido pela Associação de Arrozeiros de Camaquã e a Federarroz. No mercado livre, a saca de arroz manteve preço de referência de R$ 29,50 nas principais praças, valor de abertura dessa semana. No Litoral Norte as variedades nobres variam entre R$ 32,00 e R$ 34,00, de acordo com a qualidade do produto. No Mato Grosso, a queda da safra gerou ligeira valorização com as indústrias buscando o arroz de melhor qualidade, das variedades primavera e cambará, principalmente. No Rio Grande do Sul, muito produtor está limpando os armazéns e ofertando produto remanescente mesmo durante a baixa. Os analistas acreditam em preços similares aos do ano passado durante o primeiro semestre do ano. O governo federal deverá anunciar R$ 600 milhões em mecanismos de comercialização para o arroz na próxima quinta-feira, em Camaquã. O arroz beneficiado refletiu a alta dos preços de janeiro no casca. Nos supermercados gaúchos, o quilo do arroz parboilizado que era comercializado na faixa de R$ 1,89 no início de janeiro já alcança R$ 2,69 neste final de semana. O branco tem comportamento e referenciais similares. PREÇOS A Corretora Mercado, de Porto Alegre (RS) indica queda nos preços do arroz esta semana no mercado livre gaúcho, de R$ 30,00 para R$ 29,50 a saca de arroz em casca de 50 quilos. O arroz beneficiado, em sacas de 60 quilos (tipo 1) acompanhou a queda: R$ 60,00. Entre os derivados, o canjicão caiu para R$ 27,00, a quirera se manteve em R$ 22,00 e a tonelada do farelo de arroz seguiu em R$ 245,00. |
Fonte: Agro link - 24/02/2010 10h07 |
| © Copyright 2008 Design by: Marcelo
Carvalho & Silvio Dias.
Todos direitos reservados. |